Corpo Discente
| Nome | Aldeia | Escola em que atua | Link para o currículo na Plataforma Freire | Povo | Mini-biografia | |
|---|---|---|---|---|---|---|
|
Adinaí da Conceição Cruz | Gurita | Colégio Estadual Indígena Tanara Pataxó Pequi Gurita | Pataxó |
Eu me chamo Adinaí, moro na aldeia Gurita. Sou da etnia Pataxó do território Comexatibá. |
|
|
Carla Raiane Lopes dos Santos | Gurita | Colégio Estadual Indígena Tanara Pataxó Pequi Gurita | Pataxó |
É professora indígena da etnia Pataxó, residente na Aldeia Gurita, na TI Comexatiba, em Prado, Bahia. Atua na educação desde 2009 e leciona no Colégio Tanara Pataxó Pequi Gurita desde 2016. Participou das retomadas das aldeias Monte Dourado, Kai e Pequi, contribuindo para a luta e fortalecimento de seu povo. Atualmente, trabalha na educação infantil e no ensino fundamental II, realizando o sonho de ser professora e demonstrando grande paixão pela educação.
|
|
|
José Jerivan Souza Batista | Mirandela | Kiriri |
Olá, eu me chamo José Jerivan, mas sou mais conhecido como Jerivan. Sou da etnia Kiriri, sou o mais jovem do território a estar no alinhamento de cacique, assumindo a responsabilidade e o compromisso com o povo. É minha jornada, que foi entregue pelo meu avô; me sinto honrado no compromisso de responder os aspectos dentro da legislação do território Kiriri (Alcance, Clareza). Assim, sigo os exemplos da minha maior referência (meu avô, Cacique Lázaro), da figura que batalhou e derramou seu sangue sobre esse território, que com suas sagradas palavras guiou esse povo para o caminho da liberdade. E de suas belas palavras posso destacar algumas que levo comigo para minhas jornadas: "Hoje, para nós, é um novo dia, e esse novo dia é completamente diferente dos tempos passados, com sua vida atual com todos os seus problemas. É como o inverno: é frio, sem voz, sem flor e sem sol; mas quando o inverno passa, vem a primavera. E hoje nós temos uma nova primavera na humanidade." Sou fruto dessas raízes profundas e herdeiro de uma luta que não se apaga. Sou aquele que busca na sabedoria do passado a clareza para guiar o presente, agindo com a firmeza de um guerreiro e a sensibilidade de quem entende que liderar é, acima de tudo, servir ao seu povo e manter viva a nossa identidade. |
||
|
Paraguaçu Tupinambá (Poliana Stephanie do Amaral Pereira da Silva) | Itapuã | Tupinambá de Olivença |
É estudante da Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal da Bahia, pertencente ao povo Tupinambá de Olivença. Sua trajetória acadêmica e pessoal é marcada pelo compromisso com a educação escolar indígena, a valorização dos saberes tradicionais e a luta pelo fortalecimento cultural de seu povo.
Ao longo de sua formação, tem se dedicado a refletir sobre práticas pedagógicas, alfabetização intercultural e a relação entre escola, comunidade e território, buscando construir uma educação baseada no respeito, no cuidado e na identidade.
Também atua como voz ativa em espaços formativos, contribuindo com diálogos que aproximam universidade e comunidade, levando consigo experiências vividas no território e perspectivas que reafirmam a importância da educação como instrumento de resistência, memória e futuro.
|
||
|
Potyra Pataxó (Maria Conceição da Silva) | Pequi | Colégio Estadual Indígena Tanara Pataxó Pequi Gurita | Pataxó |
Meu nome é Maria Conceição da Silva, nome indígena “Potyra Pataxó”. Nasci em Cumuruxatiba, Bahia, no dia 05 de fevereiro de 1972. Sou filha de Sinézio Dias da Silva e Benedita Maria da Conceição Silva. Trabalho no Colégio Estadual Indígena Tanara Pataxó Pequi Gurita como educadora há quase uma década, desde 2008. E hoje vi a necessidade de me qualificar para poder ajudar minha comunidade. Atualmente sou estudante da Linter pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em busca da graduação na Linter (Licenciatura Intercultural Indígena), pois é um curso voltado especificamente para a formação de professores indígenas. Mas, para além disso, ainda nos dias de hoje tenho sonhos – sonhos esses que já começaram a se realizar, que é abrir o meu restaurante. O sonho do restaurante não é apenas um negócio, mas uma forma de preservação cultural através da culinária tradicional da aldeia.
|
|
|
Silmara Porangatã | Igalha | Tupinambá de Olivença |
Silmara Porangatã, 37 anos, é uma mulher indígena, mãe de dois filhos, do povo Tupinambá de Olivença. Liderança, artesã e conselheira indígena, é também discente da Licenciatura Intercultural Indígena na UFBA. Atua na valorização da cultura, da ancestralidade e dos saberes tradicionais do seu povo, fortalecendo a identidade indígena por meio do artesanato, da educação atuação comunitária. |
||
|
Washington Santana de Andrade | Araçá | Colégio Estadual Indígena Kiriri Índio Feliz | Kiriri |
Washington, nome indígena Kraobó, pertence ao povo Kiriri, é membro da comunidade Alto da Jurema e mora na Aldeia Araçá. Ele também é professor de Língua Indígena e Identidade e Cultura nos Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio. Além disso, atua no movimento indígena como comunicador e também como liderança jovem no Conselho da Juventude Indígena da Bahia (COJiBA) e no Krodité Haixí Krikrixí (Fortalecimento das Raízes Kiriri). |